sábado, 18 de fevereiro de 2012

Olhar do céu


Olhar do céu
Quando a tristeza floresceu em minha alma.
Vi um pássaro cinza.
Chorei e o céu em demonstração de amizade choro junto comigo.
Então se fez lagrimas de chuva no céu, e a cara se fecho em nuvens de chuva.
Os gritos de raiva são misturados com os gritos de vento.
O relógio em um ato de verdade diz que são 4:30 da tarde.
Eu em um ato de mentira digo que sou mais forte que isso.
E então como que por um milagre, um ultimo primeiro sopro de vida.
Igual ao sopro de vida que me fez chorar quando nasci
Mas agora é diferente agora é um sopro de renascimento
Senti a essência do infinito dentro de mim resgatando meu altruísmo.
O pássaro cinza agora voará pra longe de mim.
E nem eu nem o céu choramos mais.
Nossas caras ainda fechadas e embaçadas de nuvens de chuva.
Mas dessa vez se abre uma fenda pro pássaro passar entre as nuvens.
Abre-se uma fenda pro pássaro passar e pro sol sair.
Abre-se uma fenda pro pássaro passar e pro sol sair em forma de um sorriso meu.
A fenda que se abre faz sair um fecho de luz e o sol se pondo no canto parece um olhar confiante.
Foi então que aprendi a ler olhares e o olhar do céu em nuvens douradas em que uma fenda se abre com uma bola laranja no meio me lembra o olhar do leão em mim.
Todo o altruísmo renasce e sinto o calor do sol dessa vez vindo de dentro pra fora e não mais o contrario.
Sou tomado por uma paz interior tão grande que não consigo descrever em palavras.
Então como num ato de agradecimento.
Encaro o olhar do céu, encaro o olhar do sol quase morto e digo: obrigado!

Henrique B. Lobato
Domini

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