sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Noite de vigília




Noite de vigília

Por hoje espera, oh peregrino.
Pausa que a noite já vem vindo.
Invoca a luz ardil do patrulheiro,
Evoca os teus defeitos no espelho.


Por hoje espreita, oh peregrino.
Sente o Senhor que está contigo.
Silencia tua mente se ela canta.
Situa os passos de quem anda.


Por hoje enxerga, oh peregrino.
Não te engana com esperto hino
Na ilusão dos teus pensamentos,
No medo que dá o uivo do vento.


Levanta que a tua noite vem vindo,
Faz de ti mesmo o teu pior inimigo
Para assim apontar os teus defeitos
E enfim despertar neste mundo leito.

Autor: Henrique B. Lobato
Domini

Sem contar outono




Sem contar outono

Não há sentido em contar outro dia,
Em esperar abraçar-te em tarde fria.
Espero não contar o próximo outono,
Não quero temer tão indiferente sono.


Quero escutar do alvorecer a melodia
Que renova intensamente a minha vida,
Sem temer a perda, não sou real dono!
Sem temer da primavera um abandono.


Que besteira chorar tanto uma partida,
Como se fosse curar com choro a ferida.
Olhe pra cima e veja a tarde tão bonita,


Brilhe mais forte minha fada querida.
Não louve a morte com lágrima caída,
Pois isso é ofender com sal a sua vida.

Autor: Henrique B. Lobato