Sem contar outono
Não há sentido em contar outro dia,
Em esperar abraçar-te em tarde fria.
Espero não contar o próximo outono,
Não quero temer tão indiferente sono.
Quero escutar do alvorecer a melodia
Que renova intensamente a minha vida,
Sem temer a perda, não sou real dono!
Sem temer da primavera um abandono.
Que besteira chorar tanto uma partida,
Como se fosse curar com choro a ferida.
Olhe pra cima e veja a tarde tão bonita,
Brilhe mais forte minha fada querida.
Não louve a morte com lágrima caída,
Pois isso é ofender com sal a sua vida.
Autor: Henrique B. Lobato

Lindo de se ler Henrique. O que mobilizou seu soneto é um sentimento que passaste ao leitor. Parabénsss
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