quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Não para a letargia!





Não para a letargia!


Vou acender uma vela
Em meu templo interior.
O vento sai pela janela
De vidro o tempo inteiro.


O sono fica no chuveiro
De água fria para acordar;
O sonho sai do travesseiro
Bem ligeiro para realizar.


Eu vou buscar o despertar
De tão sublime consciência.
Vou entender e trabalhar.
Na morte da sonolência.


Desenfrascar a paciência
Para treinar e conceber
A divina parte da essência
E elevar o nível de ser.


Autor: Henrique B. Lobato.
Domini

Tempestade de Novembro





                 Tempestade de novembro

     Certa nuvem tentou avisar-me
     No canteiro de obras do vento:
     Que havia de vir a tempestade
     E por culpa traria o sofrimento.

     Porém o sol resplandecia no céu,
     O dia seguia sem vil e triste chuva.
     A curva do horizonte era meu véu
     E segui a via da vida de vista turva.

     Corri sem lei, voei sem gravidade.
     O caminho aind’era pleno e plano,
     Mas enfim chegou a tempestade
     Que ferozmente foi me arrastando.

     Traído fui por uma falsa amizade
     De um vil falso profeta e puritano.
     Mas é erro grave faltar a verdade
     E triste destino ele viu chegando.

     Foi preciso relembrar meus atos
     Sem reviver nenhum cadinho.
     Foi preciso dissertar sobre os fatos
     Sem demonstrar amor, carinho.

     Ver o que passou sem passar.
     Falar do que sentiu sem sentir.
     A semente do amor resolvi deixar,
     Sabendo que a amada iria partir.

     A matéria vil e vã haverá de passar
     E para transmutar e real ascender
     É preciso aprender o real Amar
     E por consequência amado ser.


Autor: Henrique B. Lobato
Domini

Sinal da Alvorada






 Sinal da alvorada.

  Ontem ao alvorecer Encontrei
  Um anjo de uma terra distante.
  Ele era nobre e justo como um rei,
  Porém já estava cansado, arfante.


  Pois um tal falso profeta arguto
  Há muito lhe bradava lorotas.
  E ele era trapaceiro, algoz, astuto,
  Sem perceber garfava suas galhofas.


  Observei tudo por tempo e minuto
  Querendo muito matar tal profeta.
  Só então percebi que sou diminuto
  Querendo pagá-lo a mesma moeda.


  O profeta tragava verba arrogância
  Ao pobre anjo naquela alvorada.
  E este mortal em sua ignorância
  Entendia muito pouco, quase nada.


  Pois este anjo estava no seu andar
  No continuar da santa caminhada.
  E o ignoto profeta no fútil postergar
  Em toda preguiça, medo e parada.


Autor: Henrique B. Lobato
  Domini