segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Flor do caos




Flor do caos 

O grande rio vermelho corre
Pelo incerto fio do destino.
Nossa pobre alma fria escorre
No mesmo erro, mesmo caminho.
 

Seguimos nesta falsa calma,
Essa falsa paz de alma.
Neste ponto a felicidade

Se rende a frágil mortalidade.
 

O que eu vi do outro lado
Não se conta nem se escreve.
Ele era o próprio silêncio.


O que eu vi disse: coitado
Deixa ir este que escreve.
Pois vi o próprio silêncio.


Autor: Henrique B. Lobato
Domini

terça-feira, 14 de agosto de 2012

NIBIRU


 

  Ninibu
 
   Você consegue ouvir o som
   Desta tempestade que vem?
   Vêem com para-raio na mão
   E todo mundo grita amem.

   É nuvem, chuva e céu trovão.
   É esperando que se tem...
   Se tempo bom é perfeição
   Então tão raro é também.

   Ouve a canção da criação!
   Esta que tanto lhe convem.
   Ouve este som divino e bom
   E leva embora para outrem.

   Houve uma pausa na canção!
   E o futuro... Este não vem!
   E assim já vêem destruição.
   E todo mundo grita amém.
 
  Autor: Henrique B. Lobato