segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Flor do caos




Flor do caos 

O grande rio vermelho corre
Pelo incerto fio do destino.
Nossa pobre alma fria escorre
No mesmo erro, mesmo caminho.
 

Seguimos nesta falsa calma,
Essa falsa paz de alma.
Neste ponto a felicidade

Se rende a frágil mortalidade.
 

O que eu vi do outro lado
Não se conta nem se escreve.
Ele era o próprio silêncio.


O que eu vi disse: coitado
Deixa ir este que escreve.
Pois vi o próprio silêncio.


Autor: Henrique B. Lobato
Domini

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