Primeiro veio o habitual rock, depois de alguns solos de guitarra e de alguns olhares se cruzarem, veio o metal, quando a bagunça organizada parecia perfeita, as cordas arrebentaram, nesse momento você sente algumas delas chicotearem seu coração, os olhos se fecham e subitamente nenhum de nós consegue ver mais a luz, levantamos a cabeça enquanto estancamos o sangramento causado pela explosão de tensão que fez as cordas da guitarra arrebentarem, quando nossa tensão diminui, já não suportamos mais o mundo, e o mundo já não nos suporta, não temos nada a não ser um ao outro, e diferente do inicio quando tudo era rock e loucura frenética, ter um ao outro não é mais o suficiente.
Depois que a musica lenta para de se parecer com romance e passa a ser a tristeza que vem com a chuva para dentro de nós, nada mais interessa, o medo e a angustia se alimentam de nossos restos, e nem mesmo o violão nos consola, ainda de olhos fechados, nos vemos cada vez mais distantes, ainda de olhos fechados; E todos fingem entender, e fingem que isso não é tão grave quanto parece, e enquanto você vai morrendo aos poucos, tudo que eles tem a dizer é que o tempo vai curar tudo isso, mas os segundos são contados com lagrimas, e as horas são como pedaços do inferno cuidadosamente colocadas em ordem para te torturar, os dias se tornam milênios que passam voando vazios por entre as fendas do tempo, e você de olhos fechados, se recusa a abri-los por medo de se assustar, se recusa a abri-los por pensar que tudo agora é preto e branco, e nada é como nas leves levadas de guitarra que antes resumiam sua alegria, nada é como as leves brisas que espalhavam o amor que emanava de você para todo lugar, e isso antes resumia seu sentido de existência. Por Deus como deixamos isso acontecer? Como deixamos os sonhos escaparem por entre nossos dedos?
Depois que a musica lenta para de se parecer com romance e passa a ser a tristeza que vem com a chuva para dentro de nós, nada mais interessa, o medo e a angustia se alimentam de nossos restos, e nem mesmo o violão nos consola, ainda de olhos fechados, nos vemos cada vez mais distantes, ainda de olhos fechados; E todos fingem entender, e fingem que isso não é tão grave quanto parece, e enquanto você vai morrendo aos poucos, tudo que eles tem a dizer é que o tempo vai curar tudo isso, mas os segundos são contados com lagrimas, e as horas são como pedaços do inferno cuidadosamente colocadas em ordem para te torturar, os dias se tornam milênios que passam voando vazios por entre as fendas do tempo, e você de olhos fechados, se recusa a abri-los por medo de se assustar, se recusa a abri-los por pensar que tudo agora é preto e branco, e nada é como nas leves levadas de guitarra que antes resumiam sua alegria, nada é como as leves brisas que espalhavam o amor que emanava de você para todo lugar, e isso antes resumia seu sentido de existência. Por Deus como deixamos isso acontecer? Como deixamos os sonhos escaparem por entre nossos dedos?
E quando você está prestes a sentir a ultima fisgada da morte, alguém se destaca no meio da multidão, alguém realmente lhe entende, alguém se importa de verdade com o final de tudo, alguém se importa realmente com seu final, e não quer que ele acabe dessa forma nostálgica, e você que estava ate agora de olhos fechados sente-se seguro o suficiente para abri-los novamente, sente que vale a pena ariscar tudo novamente em um mundo desconhecido, que ate agora apouco você não suportava. E quando você abre os olhos, que surpresa, nada mudou, tudo é perfeito como antes e imperfeito como sempre será, mas seus olhos não se contentam em enxergar apenas isso que uma pessoa normal normalmente vê. Seus olhos não vêem o mundo como ele é, agora eles vêem o mundo com o melhor que ele pode ser.
Autor: Henrique B. Lobato
Domini
