Caminho de retorno
Agora te quero um pouco distante
Como as lendas, constelações antigas
De um infinito suave e constante
Que cabe nas histórias perdidas.
Outra vez se abrem os passos falsos
E incertos do caminho de retorno.
Mas aceito a experiência de outros
Destinos, de outras folhas de
outono.
Outrora de solenes segundos, minutos
Traçados como uma nova obra de arte
De muitas cenas com conflituosos atos
Moldados com o efêmero da morte.
E assim guardar a velha lembrança
Nas pegadas das estradas percorridas,
Sem a tristeza da dor de uma criança,
Mas com a forte de lutas já vencidas.
Autor: Henrique B. Lobato




