terça-feira, 1 de outubro de 2013

Não há partida




Não há partida

São poucos saltos nesta vida,
Quando ele fica sobre o muro.
Passos soltos pelas avenidas
Em que caminha o seu futuro.

A estrada sempre lhe aparecia
Para um convite inesperado.
Andar de carro nas rodovias
Não era bem do seu agrado.

Mas ele cultivava a paciência
De esperar os tempos outros,
Quando se escolher a ciência
Será colher os passos soltos.

Pois para ele não há partida,
Nas avenidas livres da vida
Não há uma única estrada,
O destino é eterna chegada.


Autor: Henrique B. Lobato

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