terça-feira, 1 de outubro de 2013

Iluminura Solitária




   Iluminura solitária

A noite brame com o sentir solitário.
Brada com uma paixão inexorável
Elevando a vontade involuntária
De fuga, de medo e inexistência.

E cada estrela pinta um quadro só
Com iluminura para a arte da alma.
Cada átomo do meu corpo em pó
Desatina a dor que prende a calma.

As nuvens cobrem os cílios da lua.
O poste vaga-lume ilumina o nada.
O silêncio vaga lúgubre pela rua
Que sonha em não ser estrada.

É a imanência das ideias sóbrias,
Quando a noite parece solidaria,
Que faz-nos perceber as sombras
Em uma rara iluminura solitária.


Autor: Henrique B. Lobato

Nenhum comentário:

Postar um comentário