Sinal da alvorada.
Ontem ao alvorecer Encontrei
Um anjo de uma terra distante.
Ele era nobre e justo como um rei,
Porém já estava cansado, arfante.
Pois um tal falso profeta arguto
Há muito lhe bradava lorotas.
E ele era trapaceiro, algoz, astuto,
Sem perceber garfava suas galhofas.
Observei tudo por tempo e minuto
Querendo muito matar tal profeta.
Só então percebi que sou diminuto
Querendo pagá-lo a mesma moeda.
O profeta tragava verba arrogância
Ao pobre anjo naquela alvorada.
E este mortal em sua ignorância
Entendia muito pouco, quase nada.
Pois este anjo estava no seu andar
No continuar da santa caminhada.
E o ignoto profeta no fútil postergar
Em toda preguiça, medo e parada.
Autor: Henrique B. Lobato
Domini

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