quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sinal da Alvorada






 Sinal da alvorada.

  Ontem ao alvorecer Encontrei
  Um anjo de uma terra distante.
  Ele era nobre e justo como um rei,
  Porém já estava cansado, arfante.


  Pois um tal falso profeta arguto
  Há muito lhe bradava lorotas.
  E ele era trapaceiro, algoz, astuto,
  Sem perceber garfava suas galhofas.


  Observei tudo por tempo e minuto
  Querendo muito matar tal profeta.
  Só então percebi que sou diminuto
  Querendo pagá-lo a mesma moeda.


  O profeta tragava verba arrogância
  Ao pobre anjo naquela alvorada.
  E este mortal em sua ignorância
  Entendia muito pouco, quase nada.


  Pois este anjo estava no seu andar
  No continuar da santa caminhada.
  E o ignoto profeta no fútil postergar
  Em toda preguiça, medo e parada.


Autor: Henrique B. Lobato
  Domini

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