Minuto de silêncio
Vou fazer um minuto
de silêncio para o falecido no funeral.
Mas quem diria, que perderia a sua essência no carnaval.
Aos prantos brados de hinos falhos dos pássaros do seu
quintal,
Ele ficou querendo mais, além do mais que era cristão.
E seu amor, ali ficou por entre as ruas de Nazaré,
Mas peregrino, era franzino, andou, andou elas a pé.
E enfim ficou pra descansar, na igreja consolação,
Ficou demais, além do mais, ele nem mesmo era cristão.
Pobre coitado, acorrentado nas ruas de Nazaré.
Tinha bondade, mas que maldade que foi sua condenação.
Vagando aos hinos, dos peregrinos, dos pássaros de seu
quintal.
Minuto de silêncio aconteceu.
Sua consciência ficou viúva, e seu corpo ficou órfão,
Enquanto anda, ele derrama a sua alma que já morreu.
Autor: Henrique B. Lobato

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