sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nas grades do medo


Nas grades do medo

Eles estão presos
Pelas grades do medo
Alguns praticam o apego,
Outros o desapego.
Fantasmas jogados no escuro.
Mentes humanas jogadas contra o muro.
O muro, o paredão, a cela da prisão,
A cidade, o cidadão.
A morte e a ressurreição,
Alguns buscam a perfeição.
Se prendem a ilusão,
De que tudo é o que parece.
Não escutam a prece,
Daquele que desaparece.
São distraídos pelo entretenimento
Que a televisão oferece.
Alguém os convence,
De que há fantasmas no escuro.
São como crianças com medo da sombra do galho,
Jogados no quarto, em frangalhos.
Restos de juízo, debaixo do assoalho,
Tentam varrer a praia, como se fosse um chão imundo.
Todas as noites rezam pelo fim do mundo,
Planejam datas bonitas, implorando pela morte.
Mentes presas pela grade do medo,
Mal podem ver sua sorte.
Dizem em ditados populares que pai é quem cria,
Quem seria nosso pai então?
Deus, o governo, o medo ou a monotonia?
Então vamos supor que seja verdade, que o mundo seja um teatro.
Que seja um filme de terror, onde os terroristas são os vilãos.
Que vivemos em um teatro, onde se passa uma peça secreta,
Que peça então você será?
A que falta ou a que completa?

Autor: Henrique B. Lobato
 Domini

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