Eles estão presos
Pelas grades do medo
Alguns praticam o
apego,
Outros o desapego.
Fantasmas jogados no
escuro.
Mentes humanas
jogadas contra o muro.
O muro, o paredão, a
cela da prisão,
A cidade, o cidadão.
A morte e a
ressurreição,
Alguns buscam a
perfeição.
Se prendem a ilusão,
De que tudo é o que
parece.
Não escutam a prece,
Daquele que
desaparece.
São distraídos pelo
entretenimento
Que a televisão
oferece.
Alguém os convence,
De que há fantasmas
no escuro.
São como crianças com
medo da sombra do galho,
Jogados no quarto, em
frangalhos.
Restos de juízo,
debaixo do assoalho,
Tentam varrer a praia,
como se fosse um chão imundo.
Todas as noites rezam
pelo fim do mundo,
Planejam datas
bonitas, implorando pela morte.
Mentes presas pela grade
do medo,
Mal podem ver sua
sorte.
Dizem em ditados
populares que pai é quem cria,
Quem seria nosso pai
então?
Deus, o governo, o
medo ou a monotonia?
Então vamos supor que
seja verdade, que o mundo seja um teatro.
Que seja um filme de
terror, onde os terroristas são os vilãos.
Que vivemos em um
teatro, onde se passa uma peça secreta,
Que peça então você
será?
A que falta ou a que
completa?
Autor: Henrique B. Lobato
Domini

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