quinta-feira, 10 de julho de 2014

Revolta desapaixonada

Revolta desapaixonada

Não sei de onde veio esta revolta
Que lança tudo sem dar resposta,
Que invade a casa assim e vai
Entrando sem bater na porta,
 Na porta fechada,
 Mesmo quando não aporta,
Mesmo quando não há porto,
Mesmo sem trazer conforto
Mesmo se me encontrar morto.
Ou perdido vagando pela tua rua,
Procurando uma resposta
Sem pergunta que seja posta
Para fora da nossa casa,
A nossa casa sem porta, sem porto,
Sem massagem nas costas,
Pois nossas asas já estão dispostas
A buscar um coração conforto,
Um coração que não seja o seu,
Um coração que seja meu

Que seja outro.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede

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