Isto não é
epifania
Pássaros tantos pensamentos
Que voar longe na margem do rio
Que segue até mais distante no espaço.
Eles emanam e constroem do vazio
Um manar de idéias in sóbrias
Sobre a arte, a vida, o amor,
O poema, a poesia, a primavera,
A natureza, a monotonia, o trovador.
Não espero escrever o último
Dos versos para a minha geração
Que não entende o que é íntimo
Ou mesmo o que é público.
Os que já deixaram muitas pegadas
Exigem um inexorável pudor
Descompassado para nossa música.
Um dos pássaros come no quintal
E o outro saiu sozinho.
Hoje o rio vai navegar
Como um solitário ribeirinho.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
Nenhum comentário:
Postar um comentário