Guarda-chuva
largado
Há um guarda-chuva largado
No meio da rua Braz de Aguiar,
Antes ele costumava ser dividido
Por um casal que seguia protegido
Da chuva tão comum nas tardes
De tantas vidas, tinham medo
De molharem-se nas ruas rudes.
Mas a vida não foi postergada!
Ainda caminham de mãos dadas,
Mão dadas à aventura.
Eles dançam na vazia estrada,
Dançam alegres na chuva!
A dor guardada com pingos de água
Foi abandonada no guarda-chuva
Deixado na rua Braz de Aguiar.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
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