Amor de
catedral
Guarde as cátedras aprendidas
Quando a minha palavra transborda
No instante que ela gira, delira, suspira,
Quando ela, em lembrança de si,
Para de sonhar e se enamora.
Guarde os tesouros não perdidos
Que lavramos no momento agora,
Pois só se vive o presente
Se vibrar o amor dentro e fora.
Outros tesouros são afáveis e vãos,
Eles nos abandonam...
Quando os perdemos de vista
Quardá-los é a ilusão do artista
Que não sabe fazer nascimentos.
Só os momentos são presentes do agora
E estes são sempre novos na aurora,
Eles te adotam como sua autora
Se você puder deixá-los para trás
E levá-los a dizer: Até logo mais.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
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