Crepuscular
A luz que entra pela
sala se espalha
E cria forma na parede ainda esverdeada,
As sombras contam estórias externas,
O sol é o grande maestro, nos rege
Mesmo que agora decline no poente
Em meio ao horizonte...
Ele rege as luzes que entram na sala
E transforma a janela num relógio
Que conta as estórias do tempo,
Ele caminha na forma de um homem velho
Seguindo uma linda borboleta
De asas negras e azuis.
Essa é a forma que a luz
Me mostra melancólica,
E essa a estória que a sombra,
Como criança, pede que eu descubra.
O sol se Poe lá fora...
A janela é um projetor desligado.
A parede é uma tela agora morta.
E eu sou como o Sol, um Rei,
Eclipsado.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
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