quinta-feira, 11 de julho de 2013

Passos anônimos




Passos anônimos

     Outros passos correm sem sentir.
     Sapatos cercam e cobrem, mas não
     Sentem as pedras de mármore frio
     Que escutam os passos de ficção.

     Há memórias gravadas no corredor
     Porque sapatos correm sem sentir.
     E o coração passa sem lembrar da dor,
     Passa sem olhar o que vem no porvir.

     Testemunhas de várias fábulas tortas
     Elas não julgam quem fica ou passa.
     As pedras frias de mármore, mortas,
     Mas vibrantes pelos anônimos passos.

     As sombras sempre seguem alguém
     Mas são mudas. Sombras ou pessoas?
     Não há diferença entre as pedras frias
     No piso dos rápidos passos das pessoas.

Autor: Henrique B. Lobato


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