Chove nas folhas da
mangueira.
Belém, chove para amansar a rotina de quem te vive. Lava as
pistas de tarde quente, molha a preguiça de rede que dá na gente. Chuva que
invade saudades, pinga nas casas de pátio gradeado, Cai sem compromisso neste
dia nublado.
Os pingos formam brotos de flores com guarda-chuvas.
Os rios entram em
formação de batalha, se formam na beira das calçadas pra navegar nos pés
descalços, para apressar os pais no asfalto.
Belém
Pingos
Rios
Tirem daqui outros que te usam...
Mas
não te amam.


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