quinta-feira, 11 de julho de 2013

Música do tempo




Música do tempo

     Há uma música que aviva a alma,
     Que provoca inquietude e calma.
     Ela vibra pingos de luz e sombra
     E retira de cena tudo o que sobra.

     Só o silêncio atribui valor à palavra.
     É preciso calar bem fundo a pausa,
     Pois se sobrar a dor do não dito...
     Não há tempo que cure o maldito.

     Não há premissas, nem novenas.
     Não há novelas, nem novembros.
     A inexistência faz falar a saudade.

     Desfazem-se os fios da linguagem.
     Afinal estamos de curta passagem.
     E já não sei se é alívio ou maldade.


Autor: Henrique B. Lobato



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