quinta-feira, 31 de maio de 2012

Alma Penada


   

     Alma penada

     O fim chegará para sua excentricidade.
     A dor macabra que assombra suas vontades,
     Nos seus passeios nebulosos pela cidade,
     Andando, pensa no que realmente é verdade.

     Assombra dia e noite seu próprio templo.
     Desmaia em álcool e destroi seu altar.
     E pausa para ferir-se por algum tempo,
     Sem discernimento, só o instinto de matar.

     Sem forças para lutar ou mudar de canal.
     Tornando-se mais uma suicida em potencial.
     Sem coragem de se habituar, fica estupida!
     E isso que hábita dentro dela não escuta.
       
     E todos correm quando a veem passar.
     Talvez por medo de querer também matar.
     Espirito assassino que vira, vaga, vazio.
     Espirito suicida que sofre e queima no frio.

     A dor é tamanha que ela, louca, puxa a faca
     para furar seu coração que a muito jorra.
     E a fera, louca, bruxa, naquela exata hora,
     Lembra que já morreu a muito tempo e chora.



    Autor: Henrique B. Lobato

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