"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Alma Penada
Alma penada
O fim chegará para sua excentricidade.
A dor macabra que assombra suas vontades,
Nos seus passeios nebulosos pela cidade,
Andando, pensa no que realmente é verdade.
Assombra dia e noite seu próprio templo.
Desmaia em álcool e destroi seu altar.
E pausa para ferir-se por algum tempo,
Sem discernimento, só o instinto de matar.
Sem forças para lutar ou mudar de canal.
Tornando-se mais uma suicida em potencial.
Sem coragem de se habituar, fica estupida!
E isso que hábita dentro dela não escuta.
E todos correm quando a veem passar.
Talvez por medo de querer também matar.
Espirito assassino que vira, vaga, vazio.
Espirito suicida que sofre e queima no frio.
A dor é tamanha que ela, louca, puxa a faca
para furar seu coração que a muito jorra.
E a fera, louca, bruxa, naquela exata hora,
Lembra que já morreu a muito tempo e chora.
Autor: Henrique B. Lobato
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