"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
terça-feira, 29 de maio de 2012
Comatose coletiva
Comatose coletiva
Os garotos que caminharam no verão.
A muito já não estão mais entre nós.
O castelo, o gigante e o furação,
Foram vencidos quando ficamos sós.
Quando vimos pela primeira vez a vida:
- Nossa! Como é grande e complicada.
Mas o novo tem gosto de partida,
E a vida não pode ser postergada.
Já nem a vejo... Já nem me lembro.
Que forma mesmo tinha aquela nuvem?
O que eles dizem, eu não entendo,
O sorrizo alheio com cor de ferrugem.
O que se manifesta é o ar frio...
Em uma quente tarde na estação.
Ambiente cheio, recipiente vazio.
Para onde foi aquele doce verão?
Como um susto, subitamente lembrei.
'O castelo, o gigante e o furação...'
E me veio um insight que interpretei:
sou eu a criança perdida na estação!
Autor: Henrique B. Lobato
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