domingo, 27 de maio de 2012

Liberdade Relativa


                                         

      Liberdade relativa    

    Querem organizar os pastos e expandir a prisão.
    E tudo isso seria para a segurança da população:
    chipar nossos sapatos e prender-nos a ilusão.
    Talvez sejamos cortados do direito da evolução.    

    Como pode a águia querer tudo controlar?
    Ela quer monopolizar o mundo multipolar
    E para quem afinal tudo isso interessa?
    Se para a morte humana há tempo e presa.

    Com tantas culpas, ela ficou querendo mais.
    As desculpas serão o teatro de algum tempo atrás.
    E normalmente apenas isso não seria o suficiente.
    Mas a inumeras gerações, brincam com nossa mente.

    E nesse jogo de verdade ou mentira da cidade.
    Nós destruimos a essencia do qual faziamos parte.
    A chuva a muito derrete nossa pele e nossa arte,  
    E já respiramos os gorfos da própria sociedade.

    Eu vou voltar socado em lada para a minha doce casa,
    Onde ainda há relativa paz com a televisão desligada.
    Fiz o que pude hoje com minha cota de energia diária.
    E agora vou morrer e descansar, sair da asa da águia.
   
    Fazer transparecer...
    ficar sozinho em casa.
    Para nascer e transcender
    As tão esperadas asas.

    Autor: Henrique B. Lobato

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