segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rotina perigosa


        Rotina perigosa

       
        Essa grade sufocante que me certa      
        Só me leva a cada dia para a morte.
        É ela que ao sol meu peito enterra.
        Me deixando sozinho a própria sorte.

        É como estar perdido em um labirinto,
        Percoro todos os dias o mesmo caminho.
        E no espelho dia e noite o mesmo olhar,
        Olhar caído de quem luta para chegar.

       
        Essa infeliz comatose da nossa rotina
        Faz com que a já claudicante beleza,
        perca-se perante o viruz que contamina.
               

        Contaminados de informação para processar,
        Esquecemos de ir, de fazer, de analisar.
        Esquecemos de rir, de viver, de pensar.

       Autor: Henrique B. Lobato
       

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