"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Conversa com o mensageiro
Conversa com meu mensageiro
Enquanto andava distraido
Ouvi sussuros nos ouvidos.
Quem é ele? Quem é?
Onde está? E a que veio?
Segui seus passos em pensamentos.
Descalso eu dormia ao relento.
Mas uma oferta foi oferecida.
E todo o sofrimento ela evitaria.
Eu posso te mostrar um curto atalho,
E eu bem sei que estavas cansado.
E para que tudo isso, se nada é para ti?
O que ele fez para merecer tua lealdade?
Por um minuto me calei diante a duvida.
E minha fé naquele momento se tornou nula.
Minha espada se tornou lamina escura e cega,
E minha armadura a sombra do que antes era.
As perguntas do mensageiro ecoaram ao vento.
E meu caminho seria tirado naquele momento.
Mas meu coração de louca ou virtuosa coragem,
Não padeceu ante tão preciosa miragem.
Olhei no fundo dos olhos do mensageiro
E regeitei a oferta tão tentadora.
mandei embora o voraz cão traiçoeiro.
Com afirmação por demais avassaladora:
Meus pés de cavaleiro não caminham por atalho,
Pois muito pouco se aprende em tal caminho.
Só se pode evoluir com duro trabalho,
E é isso que é ser um peregrino.
O que fazemos dedicamos ao pai amado.
E fazemos isso por um único motivo:
Tudo que temos por ele nos foi dado.
E apenas plantamos boa ação pelo caminho.
E a ultima pergunta respondi com mais bravura:
Nossa lealdade é fruto de tão boa companhia.
Pois mesmo quando estamos em noite escura
Ele vela e fica conosco noite e dia.
Autor: Henrique B. Lobato
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Alma Penada
Alma penada
O fim chegará para sua excentricidade.
A dor macabra que assombra suas vontades,
Nos seus passeios nebulosos pela cidade,
Andando, pensa no que realmente é verdade.
Assombra dia e noite seu próprio templo.
Desmaia em álcool e destroi seu altar.
E pausa para ferir-se por algum tempo,
Sem discernimento, só o instinto de matar.
Sem forças para lutar ou mudar de canal.
Tornando-se mais uma suicida em potencial.
Sem coragem de se habituar, fica estupida!
E isso que hábita dentro dela não escuta.
E todos correm quando a veem passar.
Talvez por medo de querer também matar.
Espirito assassino que vira, vaga, vazio.
Espirito suicida que sofre e queima no frio.
A dor é tamanha que ela, louca, puxa a faca
para furar seu coração que a muito jorra.
E a fera, louca, bruxa, naquela exata hora,
Lembra que já morreu a muito tempo e chora.
Autor: Henrique B. Lobato
terça-feira, 29 de maio de 2012
Comatose coletiva
Comatose coletiva
Os garotos que caminharam no verão.
A muito já não estão mais entre nós.
O castelo, o gigante e o furação,
Foram vencidos quando ficamos sós.
Quando vimos pela primeira vez a vida:
- Nossa! Como é grande e complicada.
Mas o novo tem gosto de partida,
E a vida não pode ser postergada.
Já nem a vejo... Já nem me lembro.
Que forma mesmo tinha aquela nuvem?
O que eles dizem, eu não entendo,
O sorrizo alheio com cor de ferrugem.
O que se manifesta é o ar frio...
Em uma quente tarde na estação.
Ambiente cheio, recipiente vazio.
Para onde foi aquele doce verão?
Como um susto, subitamente lembrei.
'O castelo, o gigante e o furação...'
E me veio um insight que interpretei:
sou eu a criança perdida na estação!
Autor: Henrique B. Lobato
domingo, 27 de maio de 2012
Dia de criança.
É incrível como funciona certos pensamentos infantis, a criança passa o dia todo brincando e se divertindo, tudo é maravilhoso ate que ela cai e rala o joelho. Então ela entra em casa e chora, chora, tudo que ela se lembra é do joelho ralado, agora toda a diversão já não importa mais, ela nem mesmo lembra o quanto estava feliz, só lembra da dor do joelho ralado, mas o dia acaba, ela dorme, e no dia seguinte, veja só! Ela está correndo e brincando novamente e o joelho ralado parece nem doer mais, até que ela cai e rala o cotovelo, assim o ciclo continua.
Autor: Henrique B. Lobato
Autor: Henrique B. Lobato
Liberdade Relativa
Liberdade relativa
Querem organizar os pastos e expandir a prisão.
E tudo isso seria para a segurança da população:
chipar nossos sapatos e prender-nos a ilusão.
Talvez sejamos cortados do direito da evolução.
Como pode a águia querer tudo controlar?
Ela quer monopolizar o mundo multipolar
E para quem afinal tudo isso interessa?
Se para a morte humana há tempo e presa.
Com tantas culpas, ela ficou querendo mais.
As desculpas serão o teatro de algum tempo atrás.
E normalmente apenas isso não seria o suficiente.
Mas a inumeras gerações, brincam com nossa mente.
E nesse jogo de verdade ou mentira da cidade.
Nós destruimos a essencia do qual faziamos parte.
A chuva a muito derrete nossa pele e nossa arte,
E já respiramos os gorfos da própria sociedade.
Eu vou voltar socado em lada para a minha doce casa,
Onde ainda há relativa paz com a televisão desligada.
Fiz o que pude hoje com minha cota de energia diária.
E agora vou morrer e descansar, sair da asa da águia.
Fazer transparecer...
ficar sozinho em casa.
Para nascer e transcender
As tão esperadas asas.
Autor: Henrique B. Lobato
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Correntes D´Água e Sal
Correntes D´Água e Sal
Estou preso nessa grade de ilusão.
Girando e tonto no olho do furação.
Disolvendo-me em tormentosa amargura.
Faz parte de mim essa terrivel desventura.
Estou preso a correntes d´água e sal.
Louco, fera, descontrolado lado mal.
É corrente que escore dos meus olhos.
É estaca firmadora aterrada ao meu coração.
Oh passaro cinza, faz chover e lava agora.
Faz chorar e leva embora para sempre.
Faz o céu gritar e o sol secar...
Todo esse mar de sofrimento.
O meu grito ecoou por algum tempo...
Então raios cairam do firmamento.
O mar se converteu em céu cinzento.
E eu ainda preso a um futuro incerto.
Eu vou lutar e quebrar essas correntes!
Correntes d´água e sal em peito ardente.
A oração em coro dos meus maldizeres,
Quebrou a lasca do meu peito tristimente.
As correntes trincam, gritam pendantes.
Já sou mais firme, mais forte que antes.
Eu vou quebrar, me libertar... Enfim bonansa.
É preciso bem mais para tirar minha esperança.
Autor: Henrique B.Lobato
terça-feira, 15 de maio de 2012
Olhe para os dois lados
Eu não posso viver ou crer apenas na realidade e no concreto, pois a realidade que conheço é a realidade que me foi apresentada, e esta por si só é efêmera e limitada, isso porque ela é formada pela mente lógica das pessoas, e a mente lógica das pessoas é efêmera e limitada.
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