O Ermitão
No caminhar do pobre Ermitão
Com sua velha lanterna na mão,
No pesadelo da noite escura
E sem saber o que se procura.
Os passos seguem à longitude
E a vontade em ser determina
O destino de tanta inquietude
Em querer ver atrás da cortina.
O velho reflete nos seus valores
E enfrenta seus vícios, temores
Com a pouca luz que ele carrega
Para sair desta densa floresta.
Uma esperança ao mago perdido
Que confiante segue o caminho:
Se a escuridão te roubar o sentido
Lembra-te que és um peregrino!
Autor: Henrique B. Lobato

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