Nossa Belém
Os grandes rios da minha cidade
Vem visitar as pessoas toda tarde
E em cada morador de Belém
As águas inquietam também
Dentro dos olhos escuros,
Por entre os antigos muros
Que nos vislumbram.
E em cada abobada arbórea
Ficam guardadas lembranças
De passeios, de olhares,
De pessoas , de paisagens,
Pois aqui se admiram cenários
Únicos e exóticos, centenários
A cada dia...
Perfumes que não se identifica
Levados pelo orvalho na chuva
Para dentro de cada um que fica.
Mas é preciso trocar o lixo das ruas
Por jardins nutridos pelas senhoras.
É preciso barrar o palavrão das bocas
Pelos remédios naturais das barracas.
Pois quando o rio vier para sua visita,
Ele virá não para lavar as causadas
Ou para atrapalhar os passantes,
Mas sim para massagear de gotas
A pele solar de cada belenense,
Virá para amansar a saudade
Do céu que cada um sente.
Autor: Henrique B. Lobato

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