segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cartas rasgadas




 Cartas de papel

 Faz tanto tempo que não cantamos
 Pelas sombras da estação.
 Escondidos do mundo planejamos
 Antes de terminar a canção.

 Sempre dura pra sempre.
 Pois quem é o tempo pra se opor?
 Se na infinidade da mente
 O tempo fica ao nosso dispor.

 E assim o amor continua vivo.
 Nos corações jovens apaixonados.
 E depois do fim de todo ciclo
 Voltamos a ser recem casados.

 Porem mesmo os mais belos sonhos
 Passam pelas ruas do pesadelo.
 E voltamos a ser meros mortais
 Que também se arrependem por tê-lo.

 Pois como é doce e bondosa
 A historia gentil e amorosa.
 Mas também febril e cruel.
 No fim são rasgadas cartas de papel.

 Autor: Henrique B. Lobato

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