"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cartas rasgadas
Cartas de papel
Faz tanto tempo que não cantamos
Pelas sombras da estação.
Escondidos do mundo planejamos
Antes de terminar a canção.
Sempre dura pra sempre.
Pois quem é o tempo pra se opor?
Se na infinidade da mente
O tempo fica ao nosso dispor.
E assim o amor continua vivo.
Nos corações jovens apaixonados.
E depois do fim de todo ciclo
Voltamos a ser recem casados.
Porem mesmo os mais belos sonhos
Passam pelas ruas do pesadelo.
E voltamos a ser meros mortais
Que também se arrependem por tê-lo.
Pois como é doce e bondosa
A historia gentil e amorosa.
Mas também febril e cruel.
No fim são rasgadas cartas de papel.
Autor: Henrique B. Lobato
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