"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ruas Mortas
Ruas Mortas
Hoje fez um dia vazio, um dia morto.
Fiquei postergando meus sonhos e versos.
E só mesmo na poesia encontro conforto.
Mesmo de coração morto e peito aberto.
Hoje tudo estava frio e nublado.
Sem sol ou chuva, sem armonia.
E os pesadelos que deixei de lado
Hoje pintaram de cinza meu dia.
As ruas eram cemiterios mortos.
Eram longos caminhos solitarios.
Apenas alguns deitados como corpos.
E outros caminhando sem entinerário.
Sai descalço, recolhendo espinhos
E farejando sangue nas rodovias.
Sem escolher caminho, sozinho...
Pra onde será que foi minha vida?
Autor: Henrique B. Lobato
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