segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ruas Mortas



      Ruas Mortas      


      Hoje fez um dia vazio, um dia morto.
      Fiquei postergando meus sonhos e versos.
      E só mesmo na poesia encontro conforto.
      Mesmo de coração morto e peito aberto.

      Hoje tudo estava frio e nublado.
      Sem sol ou chuva, sem armonia.
      E os pesadelos que deixei de lado
      Hoje pintaram de cinza meu dia.
   
      As ruas eram cemiterios mortos.
      Eram longos caminhos solitarios.
      Apenas alguns deitados como corpos.
      E outros caminhando sem entinerário.
     
      Sai descalço, recolhendo espinhos
      E farejando sangue nas rodovias.
      Sem escolher caminho, sozinho...
      Pra onde será que foi minha vida?

      Autor: Henrique B. Lobato

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