quinta-feira, 29 de março de 2012

Teatro (devaneio)


As vezes me pergunto se não existo pela própria natureza de existir, De insistir na vida, e se essa vida já não seria uma historia já pronta cendo encenada num teatro.
 E se assim o for quem a escreveu? Nâo seria mesmo eu a escreve-la, não seriamos nós a tentar concertar as linhas mal feitas, a rabiscar as palavras erradas e mal ditas?
 De que adianta então essa historia tão rabiscada vista ao todo, e tão bela vista de perto? Seremos todos pequeninas letras antes do ponto final. Salve algumas observações que de tão bem feitas ressoam pelo tempo.
 Mas afinal de que vale o tempo? o criamos para contar nossos dias e por nosso orgulho e vaidade descobrimos que morremos a cada dia, a cada noite. Morremos de pouco em pouco, andamos de pouco em pouco, vivemos de pouco em pouco.
 Ainda não sei se sou apenas mais um ator encenando o que lhe foi destinado ou se sou eu mesmo meu próprio autor, que escreve um capitulo a cada dia esperando que ele faça alguma diferença no final da grande historia da humanidade.

 Autor: Henrique B. Lobato

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