quarta-feira, 28 de março de 2012

Minha mesura




Minha mesura

 Estou esperando, naquele canto da parada.
 Que Deus olhe por mim, porque eu não vejo nada.
 Eu sigo só, pensando em ti.
 Eu ainda canto enquanto ando na estrada.

 Ainda que eu procure
 Eu nunca acho o que eu queria.
 Achar quem cure
 Aquele mal, eu não devia.

 Nem em verde manto
 Daquele campo encontro vida.
 Nem flor-de-jade, nem amaranto,
 Nenhuma flor é mais querida.

 Por ti eu canto enquanto chove.
 E será que vai ressoar em ti a melodia?
 E por mais que chova ou fassa sol no mesmo dia...
 Eu planto flor que no meu canto logo morre a cantoria.

 Autor: Henrique B. Lobato

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