"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Noite no olhar
Noite no olhar
Eu vejo nos teu olhos
A primeira hora da noite.
E vejo tua intenção
De perder-te comigo.
Como na tua iris escura
Eu posso admirar a lua?
É um misteiro a beleza
Da luz dos olhos teus.
São tão simples e belos
Que neles eu fico vidrado,
O magnetismo dos teus olhos
Me deixa hipnotizado.
Não quero nunca minha amada
Nos teus olhos fazer chover.
Apenas uma lagrima tua
Poderia fazer-me morrer.
Autor: Henrique B. Lobato
sábado, 21 de abril de 2012
O sonho de uma folha
Sonho de uma folha
A historia de uma folha é dançar, viajar no vento ate cair ao relento.
A canção de uma folha é o assobio, ela gosta de frio, de velejar no rio.
A sina de uma folha é o vão, encontrar a mão, adubar o chão.
O caminho de uma folha é triste, quase não existe por entre grandes ela é pequena
A utilidade de uma folha é tantas, algumas santas que com ela curam
O pesadelo da folha é o quente, seca subitamente e quebra rapidamente
O oficio da folha é ser pulmão, respiração, absorção de gás
A boemia da folha é o cais, virar reais, ou o caldo verde.
O sonho de uma folha não é estridente,
É simplesmente no outono cair,
Para dormir e nutrir a terra,
Depois se enterra e tudo recomeça.
Nós somos como folhas. Fazemos parte de algo maior do que nós mesmos, somos o singular do plural que é a arvore. Todos nós sabemos que o outono vai chegar e com o outono secamos, apodrecemos e morremos, nos desprendemos então do sistema perfeito ao qual fazíamos parte, um sistema sólido e seguro.
Caímos e agora estamos nas mãos do vento e esse nos leva até o chão. lá nos desfazemos e deixamos de existir. E por mais que tudo isso pareça trágico... Nós caímos por um motivo, adubamos o chão e novos sistemas nascem, assim nós que somos simples folhas evoluímos e conseguimos passar por muitos outonos... Morrendo e voltando a cada primavera.
Autor: Henrique B. Lobato
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Mascaras
Mascaras
O vento sopra e leva algumas palavras.
As letras caem das bocas em cascatas,
Caem gastas pelos canteiros da esquina.
Caem cascas dessas pessoas vizinhas.
O vento sopra cochichos nos ouvidos.
Veneno na boca, Olhares escondidos,
Roupas na ética e na conduta humana.
A consciência pesada, sem sono na cama.
O vento leva mensagens secretas.
Chamadas discretas no celular.
Ideias concretas para prejudicar
Pessoas sem mente de todo lugar.
O vento leva mentiras pra passear.
Leva malicia e veneno pra destilar.
Constroi campos de almas condenadas,
Destruindo corpos com mentes escravas.
O vento sopra e leva algumas palavras
O vento sopra cochichos nos ouvido.
O vento leva mensagens secretas.
O vento leva mentiras pra passear.
Autor: Henrique B. Lobato
domingo, 15 de abril de 2012
Carta ao metre
Carta ao mestre.
Obrigado por lembrar de mim,
Por ver em mim seu projeto para o mundo.
Obrigado por apostar em mim,
Por fazer de mim o seu amigo e aluno.
Obrigado por me mostrar o caminho
Nos momentos em que eu fico cego e surto.
Obrigado por iluminar a minha mente.
Em uma epoca em que o mundo
Simplesmente não se importa.
Obrigado por criar uma janela e uma porta.
Quando o que eu via pela frente era só paredão.
Obrigado por colocar meus pés no chão.
Quando eu me perco na fantasia.
Obrigado por ter paciência.
Sempre que eu tentava e não conseguia.
Obrigado por me mostrar oculta ciência.
E dela me fazer ciêntista.
Es tu!
Razão da luz.
Alquimia dos sábios.
Força dos bravos.
Aparência dos magos.
Esperança dos justos.
Lealdade dos honrados.

Sapiência dos genios.
Amor dos homens.
Liberdade da mente.
Elegância do espirito.
Sabedoria dos nobres.
Autor: Henrique B. Lobato
Para: Meu mentor e amigo.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Escrava de si mesma
Escrava de si mesma
Entrega-te sem lutar todos os dias
E vive profanando a própria mente.
Enfeita-te com frageis alegorias
Que quedram com a chuva como sempre.
Es tu dona da tua própria vida!
Não vê que já não vive a muito tempo?
Não se entregue a quem abrindo-te feridas
Se completa junto ao teu sofrimento.
Conhese-te com luta todos os dias
E assim conquista a própria mente.
Pois ainda vive em calmarias.
E ante a morte sorri alegremente.
Querida ainda há de vir a noite escura
E o destino não será benevolente.
Então vê, sente, cheira,diga e escuta
mais do que está a tua frente.
Autor: Henrique B. Lobato
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cartas rasgadas
Cartas de papel
Faz tanto tempo que não cantamos
Pelas sombras da estação.
Escondidos do mundo planejamos
Antes de terminar a canção.
Sempre dura pra sempre.
Pois quem é o tempo pra se opor?
Se na infinidade da mente
O tempo fica ao nosso dispor.
E assim o amor continua vivo.
Nos corações jovens apaixonados.
E depois do fim de todo ciclo
Voltamos a ser recem casados.
Porem mesmo os mais belos sonhos
Passam pelas ruas do pesadelo.
E voltamos a ser meros mortais
Que também se arrependem por tê-lo.
Pois como é doce e bondosa
A historia gentil e amorosa.
Mas também febril e cruel.
No fim são rasgadas cartas de papel.
Autor: Henrique B. Lobato
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Dies Domini
Dies Domini
Ator doutrinado a encenar o que aprendeu
De preto e com mascara de tragedia.
Mas o dia está acabando e nada mudou,
apenas se transformou em comedia.
Não tenho entendimento dessa tradição.
Passar o ano todo não ligando,
Mas escolher um dia para sepultação.
E alguns mesmo viajando, aproveitão de ante-mão.
A reflexão fica por nossa parte,
É o que vale verdadeiramente a pena.
Porque não cabe mais a nós essa arte
De fingir tristeza a quem condena.
Não precisamos mais ir a praça, a contagem,
Pra ver quem por medo ainda segue a cruz.
Agora podemos ver quem tem coragem
De seguir o caminho em que Deus o conduz.
Se somos todos iguais perante a lei,
Não aceito tão duvidoso tradutor!
Não sigo humildade que se veste de rei.
Eu falo por mim com o criador.
Autor: Henrique B. Lobato
Domini
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