Quebrando lentes
Lentes enganadoras enfeitam os olhos
E pior que tal sina escura, escondida
Do que é feito das vidas e dos sonhos
Consumidos após a cena desvanecida.
E talvez não haja escolhas dispostas
A se mostrarem hoje para um poeta.
Talvez o estudante tenha feito pistas
Para a rosa seguir até a sua janela.
Vou embora para longe de ontem
Esse tempo só respeita a saudade
E já não suporto que me faltem
Os sentidos para amar de verdade.
Essa é a verdadeira e maior liberdade
A estação do amor é estar enamorado
E assim escapar do horrendo cárcere
Para deixar as lentes efêmeras de lado.
Autor: Henrique B. Lobato
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