segunda-feira, 23 de junho de 2014

Não conte segredos


Não conte segredos

Abstenha-se de contar segredos.
Toda palavra é em si irredutível
Aqui nesta peneira de acasos
O momento é mero combustível.

Não há quem esteja disposto
Para doar sentimento solúvel.
Assalte este pobre discurso,
De a ele a mascara renovável.

Os córregos são rios ocultos
Por rostos feitos de fino barro,
Enfeites de chumbo dos tantos
Que tragam seu belo cigarro.

Não conte estes segredos
Eles não merecem nascer
Em meio aos tantos medos
Que escolhemos para viver.

Autor: Henrique B. Lobato

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