Justiça
Cada instante um novo apagamento
Se revela como o findar de uma vida.
E em relevo alto como a densa ferida
De um sopro de outrora momento,
Que leva embora do discernimento
Bem pensado do homem ainda são,
Homem pobre com vida de um cão
Sarnento e sedento de mais tempo
Para menos viver o seu pagamento
Com recibo das ações não pensadas.
E se elas também são compensadas
Diminuem o seu grande sofrimento.
E cada moeda é posta em seu lugar,
Pois a balança é cada um quem gira.
Se o leão tu deves e anda, e respira
A lei não tardará a vir para cobrar.
Autor: Henrique B. Lobato

Nenhum comentário:
Postar um comentário