Cachoeira
A minha rima tem presa de ti,
Tem presas fincadas
Nesse sentimento
Sem prospecção.
A minha rima tem sede de ter
Um álibi persuasivo
Para te encontrar
Sem temer um amanhã
Passível
De erros, de falhas
E tantas vezes
Neste invisível
Tempo de amar.
A minha rima abdicou
De ser sólida ou só linda,
Da solidão de ser só lida
Nessa cachoeira, turbilhão
Agora feito por mim em nós,
Que é apenas um silêncio,
O pacífico silêncio...
Onde dois mundos
Colidindo em choque,
Como num arpejo,
Harmonizam-se
Na hegemonia do amor.
Autor: Henrique B. Lobato

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