Doente de teoria
Na harmonia dos meus verbos
Eu pensava, sentia e amava.
Eu criava concertos internos
E planificado na letra deixava.
Com o coração sentia, inspirava
E com a mente criava e expirava.
Mas devo estar doente de teoria
E poeta doente não vive, não cria.
Deixei cair a mente no sol poente
Que vi nascer naquele outro dia.
Deixei levar o coração pela gente
Que senti arrancar com covardia.
Poeta doente não vê e não sente
A abstração no concreto da vida.
Poeta doente verdadeira-mente
Pensa que sente a alma partida.
Autor: Henrique B. Lobato

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