Até quando...
Até onde consigo perceber?
Do que eu tanto estou falando?
Não sei a verdadeira perspectiva
Que nos move, e tanto nos cativa.
Essa força que não dorme e vigia
A todos os loucos desta confraria.
Essa multidão bate ponto todo dia
Quando sai de casa para a corrida.
Deixa esvair no suor a criatividade
Para conseguir quase por caridade
A moeda que tanto lhes é problema
E me deixa inquieto esse vil dilema.
Estamos fora do ar por um minuto.
Estou atrasado, parado no viaduto.
Estamos presos, está congestionado.
Está é a pressa, prece do condenado.
Autor: Henrique B. Loato.

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