sábado, 11 de maio de 2013

Até quando...






      Até quando...
 
     Até onde consigo perceber?
     Do que eu tanto estou falando?
     Não sei a verdadeira perspectiva
     Que nos move, e tanto nos cativa.

     Essa força que não dorme e vigia
     A todos os loucos desta confraria.
     Essa multidão bate ponto todo dia
     Quando sai de casa para a corrida.

     Deixa esvair no suor a criatividade
     Para conseguir quase por caridade
     A moeda que tanto lhes é problema
     E me deixa inquieto esse vil dilema.

     Estamos fora do ar por um minuto.
     Estou atrasado, parado no viaduto.
     Estamos presos, está congestionado.
     Está é a pressa, prece do condenado.

Autor: Henrique B. Loato.

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