terça-feira, 16 de abril de 2013

Confessionário





     Confessionário

     De vez em quando eu prefiro
     O silenciar da minha mente.
     O vento me mostra um abrigo
     Da tempestade que se sente.

     Faço pesar a janela dos olhos
     Para fechar os feixes de luz.
     Faço cessar todos os sonhos
     Para lembrar de tudo que fiz.

     Lembro de ter tido muito medo
     De deixar para trás o arvoredo.
     Mas eu acho que dormi de sono
     Naquele outono, aind’era cedo.

     Ainda lembro de ter me desfeito
     De velho defeito, pois era peso.
     Agora eu venho e me confesso:
     Coragem, luz é tudo que peço.

     Autor: Henrique B. Lobato
     Domini

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