quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Clipping

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http://www.sesc-pa.com.br/index.php?page=materia&id=367

http://www.sesc-pa.com.br/index.php?page=materia&id=169

http://www.diarioonline.com.br/entretenimento/cultura/noticia-437017-fundacao-cultural-premia-quinze-projetos-paraenses.html

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2015/11/programacao-gratuita-reune-cinema-musica-e-contacao-de-historia-no-sesc.html
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http://www.fcp.pa.gov.br/noticias/1723-fcp-divulga-resultado-inicial-da-etapa-de-selecao-ao-edital-premio-expressoes-artisticas


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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Revolução interior


Revolução interior

Hoje o jornal anuncia o fim do mundo.
Os ardores ácidos da vida cotidiana
Transmutam medo e discordância,
Mas se o mundo inteiro vier e findar
Ainda restará a resistência do amor,
Ainda existirá você e me terá dentro de si,
Ainda viverei feliz dentro de ti.
Mesmo que os Maias mandem
Outra carta para a geração futura
Que nem mesmo sabe quem é,
Onde está, o que é vão ou perene.
Mesmo que os homens alvestidos
Me digam que a vida é pura candura
Ou que as mulheres sem vestido
Digam que é errado, que é luxuria.
A resistência do amor já acontece
Pelo milagre divino da luz azul

O amor, acima de tudo, prevalece.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede

Cantiga alada


Cantiga alada

Vem guardar o tempo comigo.
Vem cantar nossa canção de amigo
Sem despedidas ou saudades
Que não sejam sanadas pelo amor,
O amor sincero, sem mascaras,
Sem jogar com cartas marcadas,
Sem a segurança que engessa
Um amor que deve voar livre enamorado.
O nosso amor foi feito pra pegar sereno,
Foi feito para lançar-se na maré levada,
Feito para escalar montanhas no leito,
Pegar chuva e vento pela rua molhada
E fazer voltas planetárias,
O nosso amor perfeito.
O nosso amor de amigo.

O nosso amor canção, cantado.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede

Uma manhã sempre nova


Uma manhã sempre nova

Sinto a vontade que evapora
A presença das pessoas.
- não vou embora agora
Só estou seguro perto
Do teu corpo.
Teu manto de girassóis
Que me trás conforto,
 Que me vê suspeito
De parecer quem ama
No nascer de tantos sóis
Sobre a tua cama.
-Vos sois a minha autora,
A tua cesta de flores
Quer dançar comigo
A música que toco na aurora
Quando os raios inundam

O nosso secreto abrigo.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede 

Amor de catedral


Amor de catedral

Guarde as cátedras aprendidas
Quando a minha palavra transborda
No instante que ela gira, delira, suspira,
Quando ela, em lembrança de si,
Para de sonhar e se enamora.
Guarde os tesouros não perdidos
Que lavramos no momento agora,
Pois só se vive o presente
Se vibrar o amor dentro e fora.
Outros tesouros são afáveis e vãos,
Eles nos abandonam...
Quando os perdemos de vista
Quardá-los é a ilusão do artista
Que não sabe fazer nascimentos.
Só os momentos são presentes do agora
E estes são sempre novos na aurora,
Eles te adotam como sua autora
Se você puder deixá-los para trás

E levá-los a dizer: Até logo mais.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede

Antiquário


Antiquário

As nossas fronteiras continuam
Muito além do que podemos ir.
Os movimentos antagônicos
Insistem em nos distrair ali ou lá
Onde o passado mora e o futuro
Já não chega a ser muito real.
Fizemos planos para revoluções
Tão tranquilas, tão serenas,
Mudanças sutis em nossas almas
Para abarcar todo amor que nelas,
Como cachoeira sem fim deságua.
E os tesouros que você guardava
Sempre pendiam para a nostalgia
Quando visitávamos o seu baú
Que guardava consigo um oculto

Mistério do nosso raro antiquário.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede

A distância de um sorriso


A distância de um sorriso

O teu sorriso meigo me faz escansão,
Mede a febre da canção dos versos,
Teu sorriso levado sopra as flores
Do meu pequeno jardim de canteiro.
O teu sorriso afiado, teu sorriso matreiro
Que sana as minhas angustias e dores.
Mas insiste em desfazer meus símbolos,
Você me conhece só bem de perto,
Quando estamos à distância de aperto,
Distância de agarramento indiscreto
É sempre que saímos da inércia
De ser dois, e os opostos deixam
De se distrair, Nossa essência
Deixa sermos um só momento,

Deixa sermos um só sorriso.

Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede