"Ninguém quer confissões aqui, nem reminiscências. É apenas uma questão de manter o foco. Por isso, esse formato essa falsa elaboração. Se alguém quisesse ser realmente bom, contaria sílabas de um soneto perfeito, mas não é o caso. Nem é o caso aqui, em meio a tanta confusão ser ele um homem prestes a chorar ou não. Não! Taí uma coisa que não vai interessar você. Ninguém quer confissões aqui." Fernanda Young
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Canção do Obstinado
Cancão do Obstinado
Tenho cantado uma mensagem
Para os silfos levarem ao destino.
Pois já não escolho a paisagem
Que ilustrará o árduo caminho.
Tenho cantado um distinto amor
Que habita em cada linha tecida
Como a noite habita o trovador
Que errante anda em passo lúdico.
Me embriago de sonhos já vividos,
Entardecidos da presença da noite,
Neste manto no tecido de estrelas
Que guarnece o amor justo e forte.
Me embriago em minh'alma poida
Em várias partes, escuros pedaços
Das virtudes que não foram polidas
E se despertam em outros abraços.
Autor: Henrique B. Lobato
Lar de Irasóis
Lar de Irasóis
Sonhei com os primeiros raios de sol
E que você os capturava depois os tecia,
Tecia um aroma em ternura de cristal
Na paisagem da aurora onde você sorria.
Vamos guardar este manto de ternura
Para vesti-lo em tarde longe e fria
Este manto de tua dourada candura
Que eu te vi tecer com a luz do dia.
Ele será o nosso novo guarda chuva
Para as tardes nubladas desta cidade
E se a noite vier fazer da beleza turva
Teremos o sol a transmutar felicidade
Pois é tempo de amar e estar enamorado
E ter borboletas brincando no tornado.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
Do livro: Amor embalado na rede
Para a moça que treina suas borboletas no tornado.
Sua criança
Sua
criança
Há uma formula de fazer poesia
Com um laboratório esquisito
Onde se faz uma distinta música
Com a brisa da asa do mosquito.
Se ouve as cores em cada gosto
Sem deixar, nos pratos, restos.
Não há sobras, lixos ou esgoto
Que um poeta não mescle gestos.
De um olhar nostálgico de lagarto
Faz-se existência ao dinossauro.
Uma bola esquecida ao lado da pia
É a lua que cai para surgir o dia.
Acho que já nascemos artistas
E se deixa escapar na vida poesias.
Que se possa dizer na vida e caminho:
“Eu vejo a cor do som do passarinho.”
Autor: Henrique B. Lobato
Canto de auto anistia
Canto de auto anistia
Oh! Águas do rio sereno
Por onde vai o meu caminho?
Navego em meus passos.
Meu caminho por onde vai
Quando cai torrente de chuva?
Navego em meus passos.
Chuva torrente quando cai
Molhas as tristezas por onde vai.
Navego em meus passos.
Águas do rio feito de chuva
Molha de tristeza minha duvida.
Navego em meus passos.
Minha tristeza lúcida
Sanada é por teus abraços.
Navego em teus pássaros.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na rede
Do livro: Amor embalado na rede
Cotidiano 352
Cotidiano 352
Nostalgia é comer insetos
Da fábrica
Em cores de sépia
Largados do espírito
Sobre a faca sega
De um rio
Garrafa branca
Balde pingado
De
goteiras passageiras
Sem esperança
De
espírito
Despido
Garrafa branca
Em cores de sépia
Nostalgia é comer insetos
Sobre a faca cega
De um rio
Autor: Henrique B. Lobato
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Primeira rosa
Primeira rosa
Esta rosa
é verdadeira,
Fui eu
quem a plantei.
Coloquei
um galho verde
Em meu
jardim molhado,
Todos os
dias doava à ela
Um pedaço
do meu amor,
Mesmo com
céu nublado
Reparti
com ela o esplendor.
Toquei
para ela meu violino,
Cantei a
canção do peregrino
E do amor
que aqui se fez
Em flor
tornou o jardim feliz.
Pois o
intenso trabalho que fiz
De plantar
o silêncio que se diz
Com a
palavra dos teus olhos
Valeu o
perfume da flor do galho.
Autor: Henrique B. Lobato
Do livro: Amor embalado na redePara minha (des)orientadora.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Fazedor de simbolos
Fazedor de símbolos
Ele não parou
De fabricar poemas novos.
Os sonhos não morrem.
Autor: Henrique B. Lobato
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