quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sua criança

                


               Sua criança

Há uma formula de fazer poesia
Com um laboratório esquisito
Onde se faz uma distinta música
Com a brisa da asa do mosquito.

Se ouve as cores em cada gosto
Sem deixar, nos pratos, restos.
Não há sobras, lixos ou esgoto
Que um poeta não mescle gestos.

De um olhar nostálgico de lagarto
Faz-se existência ao dinossauro.
Uma bola esquecida ao lado da pia
É a lua que cai para surgir o dia.

Acho que já nascemos artistas
E se deixa escapar na vida poesias.
Que se possa dizer na vida e caminho:
“Eu vejo a cor do som do passarinho.”


Autor: Henrique B. Lobato

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