terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Pena do poeta


   
                              A pena do poeta.

   Cada poeta tem a capacidade de entender
   O sofrimento e a alegria que o outro sente.
   E por isto as sentimos ao viver e escrever
   Aquilo que não se diz expressamente.

   Mas o poeta também sofre e vive,
   Humano, ele também chora e clama.
   Mas se recupera e levanta do deslize
   De perder de vista quase tudo que ama.

   Escreve de madrugada as dores do dia-adia,
   Nem sempre são suas ou de uma visita.
   Pois muitas vezes o poeta nem o conhece
   Mas deixa um pouco de si e desaparece.

   O que é afinal a poesia para o poeta?
   É viver o sentimento nos versos
   Atravez de letras, papel e caneta
   E dividir com outros seu universo.

Autor: Henrique B. Lobato
Para: Felipe Valente
Em resposta a sua pergunta.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Flor do caos




Flor do caos 

O grande rio vermelho corre
Pelo incerto fio do destino.
Nossa pobre alma fria escorre
No mesmo erro, mesmo caminho.
 

Seguimos nesta falsa calma,
Essa falsa paz de alma.
Neste ponto a felicidade

Se rende a frágil mortalidade.
 

O que eu vi do outro lado
Não se conta nem se escreve.
Ele era o próprio silêncio.


O que eu vi disse: coitado
Deixa ir este que escreve.
Pois vi o próprio silêncio.


Autor: Henrique B. Lobato
Domini

terça-feira, 14 de agosto de 2012

NIBIRU


 

  Ninibu
 
   Você consegue ouvir o som
   Desta tempestade que vem?
   Vêem com para-raio na mão
   E todo mundo grita amem.

   É nuvem, chuva e céu trovão.
   É esperando que se tem...
   Se tempo bom é perfeição
   Então tão raro é também.

   Ouve a canção da criação!
   Esta que tanto lhe convem.
   Ouve este som divino e bom
   E leva embora para outrem.

   Houve uma pausa na canção!
   E o futuro... Este não vem!
   E assim já vêem destruição.
   E todo mundo grita amém.
 
  Autor: Henrique B. Lobato

terça-feira, 24 de julho de 2012

Caminho azul e preto


 

  Caminho azul e preto

    Não sei se ainda quero
     Isto que eu tanto prezo,
      Não sei se ainda espero,
         Ou se enfim me desespero.


    Eu segui caminho incerto
        Por teu falso amor sincero.
          E eu bem sei que foi um erro
          Lutar por tu'alma de enterro.


      Agora quero é me purificar,
     Do teu andar, do teu olhar,
       Do teu modo frio de sonhar.

    
   E eu bem sei que é salutar
   Te entregar para a terra...
      E correr pra dentro do mar.
    

    Autor: Henrique B. Lobato

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Luz d'outrora


 

   Luz d'outrora

   A luz daquele instante
   Em que o coração acelera.
   Não é a luz do diamante,
   E nem a fraca luz da vela.


   A luz que eu vi antes,
   Não é luz aqui da terra.
   Talvez fossem habitantes
   Que vem d'outra atmosfera.


   Essa luz é paz constante.
   É espirito que regenera
   O que fizemos muito antes
   De acendermos nobre vela.


   A grande luz exuberante
   Chega para quem a espera.
   E talvez por um estante
   Eu tenha feito parte dela.


  Autor: Henrique B. Lobato

Anjo da guarda


 
   Anjo da guarda

   Portador da piedade divina,
   Guarda este pecador em divida.
   E aos pobres perdidos alumia
   Para que se veja o valor da vida.


   portador da infinita luz sagrada,
   Guarda aquele que pela estrada
   Encontrei enquanto caminhava,
   Que seja breve a sua alvorada.


   Meu sabio amigo e companheiro,
   Se sobrar tempo em teu caminho
   Vela também por este peregrino,
 
   Alumia a escolha do destino,
   Deste que já não está sozinho,
   Após a chuva de cada partida.

 Autor: Henrique B. Lobato

domingo, 1 de julho de 2012

O Arauto


  
 
                                                                                 

   O Arauto

  Perdi o sono sonhando alto,
  Sem conseguir terminar o dia.
  Eu espero chegar o Arauto
  que anunciará minha nova vida.


  O Arauto espera o meu sinal,
  Mas nem mesmo sei qual seria.
  Talvez seja'lgo fundamental
  Para que eu siga esta trilha.


  Mais me entristece muito afinal
  Não conhecer isso que eu devia.
  Temo não ser o guerreiro mortal
  Que eu tanto sonhava que seria.


  O Arauto prepara o seu discurso
  Para aquele que tanto lhe aguarda.
  E conhecerdor do valoroso percurso
  Daqueles que entram na vanguarda.


  O dia as vezes chega radiante
  E raramente demora a se findar.
  O caminho chega ao caminhante
  Que bem sabe aonde quer chegar.


  Autor: Henrique B. Lobato