quarta-feira, 2 de maio de 2012

Xadrez Incolor






                                                                    Xadrez Incolor

       Teu preconceito futil é até aceitado,
       Pois muitos de nós o temos adotado.
       Mas discriminação já é um defeito!
       Já que esbarra em fundamental direito.

       Todos nós temos o direito de viver!
       Seja qual for a nossa realidade.
       Mas se com isso não consegues conviver
       Es tu o deficiênte na verdade.      
   
       Mas se tens preconceito e se conforma,
       Ou se es tu intolerante a outra cultura.
       Procure mudar de alguma forma.
       Ou viva morto sua triste desventura.
     
       Ter preconceito é da nossa natureza,
       Mas mante-lo na mente é ignorância.
       Podemos perde-lo com toda certeza.
       E nisso eu ainda tenho esperança.


      Autor: Henrique B. Lobato

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pintura Imaginaria





                 Pintura Imaginária
     
       Vivem me perguntando pra onde vou
       Quando fecho os olhos e durmo.
       Mas quando digo quem fui e sou
       Riem achando tudo um absurdo.
 
       Esse grande cenário por mim criado
       Que já não passa de uma pintura.
       É fuga do medo e da maldade.
       É direito dado a toda criatura.

       Mas por vezes me pergunto:
       Quem é prisioneiro na verdade?
       Eu quando me entrego aos sonhos
       Ou você que se prende a realidade?  

       Não sei se há de concordar comigo
       Que esses sonhos onde tanto vivo,
       São mais interesantes e divertidos
       Que sua fragil realidade de vidro.

      Autor: Henrique B. Lobato

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dia do trabalhador



     Dia do trabalhador
   
     Dia do trabalhador, do explorado,
     Que vende seu tempo e criatividade.
     Escravo de um sistema condenado,
     Que fecha os olhos pra verdade.
 
     Trabalha por kilo, por comida.
     E esquece o sentido da vida,
     De viver. Esquece quem é.
     Esquece o que queria ser.
     
     Produz por safra, por cotação.
     Esquece de usar a imaginação.
     Trabalha e ganha muito, para sua sorte.
     Mas nada dele resta, logo apos sua morte.
   
     Caminha rápido para não chegar atrasado
     Caminha para lugar nenhum, coitado.
     O dia já se foi, a noite cai!
     E para ele a corrida vida se desfaz.


     Autor: Henrique B. Lobato

Ruas Mortas



      Ruas Mortas      


      Hoje fez um dia vazio, um dia morto.
      Fiquei postergando meus sonhos e versos.
      E só mesmo na poesia encontro conforto.
      Mesmo de coração morto e peito aberto.

      Hoje tudo estava frio e nublado.
      Sem sol ou chuva, sem armonia.
      E os pesadelos que deixei de lado
      Hoje pintaram de cinza meu dia.
   
      As ruas eram cemiterios mortos.
      Eram longos caminhos solitarios.
      Apenas alguns deitados como corpos.
      E outros caminhando sem entinerário.
     
      Sai descalço, recolhendo espinhos
      E farejando sangue nas rodovias.
      Sem escolher caminho, sozinho...
      Pra onde será que foi minha vida?

      Autor: Henrique B. Lobato

Paisagem

  Eu não vejo a mim mesmo hoje. Não vejo a ti e nem ninguem, só o horizonte e meus sonhos escondidos além das nuvens.
 Somos esses com saudade do que ainda não vivemos, com vontade de fazer algo que não sabemos o que é, com sonhos que não foram criados em vidro, como os das pessoas do sistema. E ainda que cheguemos a conseguir o que tanto almejamos, nossa evolução pessoal, nossa virtude plena e sem aplausos se esconde bem dentro de nosso eu interior, que tão gentilmente dedicamos a nosso pai e criador... A nossa essência.

Disfarce

Perco-me em desgosto quando vejo orgulho se disfarçar de teimosia, quando vejo falsidade disfarçada de amizade, ou vaidade disfarçada de caridade. Mas me perco em desgosto mais ainda quando no final do dia me olho no espelho e vejo que não notei esses disfarçes, no bom dia, no abraço, e no beijo da almas ligadas a minha.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O reino de Dateronte (Soneto)




 O reino de dateronte

  Eu quero dormir essa noite.
  Dessa luz eu já estou farto.
  Pois ela limita meu corpo e alma
  As fronteiras da parede do quarto.

  Eu quero sonhar essa noite.
  E velejar com pensamento ao vento,
  Onde não há sentido ou tempo,
  Onde não há dor ou sofrimento.

  Na infinidade da mente
  Há esse lugar não aderente
  A qualquer desventura.

  Na infinidade da mente
  Há esse lugar felizmente
  Onde a alma ainda é pura.


  Autor: Henrique B. Lobato