Me conta da tua janela
Ando preguiçoso e distraído,
Juntando meus pedaços
Pelos cantos da casa perdidos.
Abro a gaveta
Do armário antigo.
Busco refúgio nas nossas lembranças
Nós momentos bons que vivemos
Que acredito valerem pela eternidade.
Busco os acordes do teu canto suave.
Hoje vi um beija-flor e lembrei Cazuza
Ele deixou alguns poemas em mim
Que deixo voarem soltos como aves.
Migrando para longe do inverno.
Sou um sonhador errante e lúgubre
Viajando distâncias intermináveis
Com meus olhos perdidos
Que não permitem companhia
Que só tem vaga para um...
Mas minhas palavras são generosas
Elas levam você para viajar também.
Nunca partem sozinhas, nunca esquecem
As vidas que vivemos juntos.
No fim, é como o fim de um vinho...
Intenso, suave e etérico.
No fim, a vida nasce novamente
Das cinzas da tua imensidão

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