segunda-feira, 5 de maio de 2014

Canção do sertão




Canção do Sertão

Preciso decidir onde cair.
Entendo um novo amanhã.
Por que tenho que ser assim?
Sem derivar com hortelã...
Cada palavra registrada
Não é nada, não é piada,
Não é discurso, nem cantada,
Não sei fazer outra fornada.
Não sei se já é condenada
A minha perdida estrada,
Só sei que te perdi em mim. (x3)

Preciso decidir onde dormir.
Entendo um novo amanhecer.
Por que você é assim por mim?
Não sei hoje o que vou fazer,
Fazer chover até cair...
Longe de mim sem perceber,
Fazer canção sem enfraquecer,
Fazer o céu escurecer aqui. (x3)

Fazer delírio envaidecer
Por mim que quis me libertar,
Eu quis fugir sem perceber,
Correr e já não mais parar
Até chegar no teu lugar
E entender bem mais de mim.(x3)

Preciso decidir onde ficar,
Não há lugar perto daqui.
Não há parada pra pensar,
Nem pra comer e repartir.
Não há carona pra tentar
Pegar nuvem que chega lá
Ou parar e entender, fingir.
Não é culpa, nem lamento,
Não é pudor, nem sentimento.
Não é largada e nem jornada,
Não é destino, não é nada.
Não é certeza e nem parada,
Não escolhi Sertão assim. (x3)

Autor: Henrique B. Lobato


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