Canção do Sertão
Preciso decidir onde cair.
Entendo um novo amanhã.
Por que tenho que ser assim?
Sem derivar com hortelã...
Cada palavra registrada
Não é nada, não é piada,
Não é discurso, nem cantada,
Não sei fazer outra fornada.
Não sei se já é condenada
A minha perdida estrada,
Só sei que te perdi em mim. (x3)
Preciso decidir onde dormir.
Entendo um novo amanhecer.
Por que você é assim por mim?
Não sei hoje o que vou fazer,
Fazer chover até cair...
Longe de mim sem perceber,
Fazer canção sem enfraquecer,
Fazer o céu escurecer aqui. (x3)
Fazer delírio envaidecer
Por mim que quis me libertar,
Eu quis fugir sem perceber,
Correr e já não mais parar
Até chegar no teu lugar
E entender bem mais de mim.(x3)
Preciso decidir onde ficar,
Não há lugar perto daqui.
Não há parada pra pensar,
Nem pra comer e repartir.
Não há carona pra tentar
Pegar nuvem que chega lá
Ou parar e entender, fingir.
Não é culpa, nem lamento,
Não é pudor, nem sentimento.
Não é largada e nem jornada,
Não é destino, não é nada.
Não é certeza e nem parada,
Não escolhi Sertão assim. (x3)
Autor: Henrique B. Lobato

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