sexta-feira, 20 de julho de 2012

Luz d'outrora


 

   Luz d'outrora

   A luz daquele instante
   Em que o coração acelera.
   Não é a luz do diamante,
   E nem a fraca luz da vela.


   A luz que eu vi antes,
   Não é luz aqui da terra.
   Talvez fossem habitantes
   Que vem d'outra atmosfera.


   Essa luz é paz constante.
   É espirito que regenera
   O que fizemos muito antes
   De acendermos nobre vela.


   A grande luz exuberante
   Chega para quem a espera.
   E talvez por um estante
   Eu tenha feito parte dela.


  Autor: Henrique B. Lobato

Anjo da guarda


 
   Anjo da guarda

   Portador da piedade divina,
   Guarda este pecador em divida.
   E aos pobres perdidos alumia
   Para que se veja o valor da vida.


   portador da infinita luz sagrada,
   Guarda aquele que pela estrada
   Encontrei enquanto caminhava,
   Que seja breve a sua alvorada.


   Meu sabio amigo e companheiro,
   Se sobrar tempo em teu caminho
   Vela também por este peregrino,
 
   Alumia a escolha do destino,
   Deste que já não está sozinho,
   Após a chuva de cada partida.

 Autor: Henrique B. Lobato

domingo, 1 de julho de 2012

O Arauto


  
 
                                                                                 

   O Arauto

  Perdi o sono sonhando alto,
  Sem conseguir terminar o dia.
  Eu espero chegar o Arauto
  que anunciará minha nova vida.


  O Arauto espera o meu sinal,
  Mas nem mesmo sei qual seria.
  Talvez seja'lgo fundamental
  Para que eu siga esta trilha.


  Mais me entristece muito afinal
  Não conhecer isso que eu devia.
  Temo não ser o guerreiro mortal
  Que eu tanto sonhava que seria.


  O Arauto prepara o seu discurso
  Para aquele que tanto lhe aguarda.
  E conhecerdor do valoroso percurso
  Daqueles que entram na vanguarda.


  O dia as vezes chega radiante
  E raramente demora a se findar.
  O caminho chega ao caminhante
  Que bem sabe aonde quer chegar.


  Autor: Henrique B. Lobato

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bem vida



 Bem vida 

 Bem vida a minha vinda.
 Com olhos novos em vós.
 E és para mim agora
 O que antes nunca seria.


 Agora me mostra teus filhos.
 Esses que já não te dão valor,
 São filhos orfaõs da vida.
 É vontade forçosa e destrutiva.


 Bem vida a minha vinda.
 Que talvez lá no horizonte
 Venha a se esvair, findar.


 E se assim for minha ida,
 Não chore, isso não é partida.
 É chegada divina em algum lugar.



 Autor: Henrique B. Lobato

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pensamento relativo




Pensamento relativo

 Se transformação fosse divina,
 Você seria santa por um dia.
 Se transformação fosse pecado,
 Eu já seria camarada do diabo.

 Nós somos alguém novo a cada lua,
 Pois a mudança continua constante.
 Você era casada e agora é amante.
 Você era grafite e agora é diamante.

 Eu queria poder entender tua santidade,
 Entender teu jeito louco e sem juízo.
 Mas tentar tal coisa é perder a sanidade,
 é perder de vista o teu raro sorriso.

 Não sei se teu sorriso é verdadeiro.
 Não sei se vai durar mais algum tempo.
 As vezes eu me sinto um estrangeiro
 No teu mundo de odio e sofrimento.

 Eu queria te mostrar aquelas flores.
 Te mostrar meu jardim entre as pedras.
 Mas esperança te resgata algumas dores,
 E acabo vendo teu historico de quedas.

 Algum dia vou conseguir te mostrar
 As maravilhas do meu mundo particular.
 E espero assim te fazer ver novamente
 As coisas boas desse mundo tão doente.

 Autor: Henrique B. Lobato

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A sede

As velas se apagam novamente, e é hora de acender, ascender e viajar novamente rumo ao desconhecido, desgarrado de coragem, e frustrado pelos covardes do meu tempo, disernimento, desentendimento e insatisfação provocados pela corrupção, perdão, persoação do tempo, que mesmo lento aos poucos destroi, e constroi um pouco de mim a cada dia, e quem queria aqueles sonhos de padaria já foi embora, chegou a hora de apagar, de repousar, de se enclinar e espriguiçar o corpo para acordar a mente e tatear como um incopetente cego e louco, que cedo sabe a sede que tem, que sabe a sede que tem, quem sabe a sede que tem? Quem sabe?

Henrique Lobato

Koete

 Cheguei em casa e já eram 10:05, não vai dar tempo, eu perdi, perdi o jogo novamente.
     Não estou com raiva deles, é verdade que em pensamento tentei me convencer de que estava, mas não estou. Estou decepcionado comigo mesmo, achei que estava agindo segundo os valores que me foram encinados, e realmente eu estava, mas não é o suficiênte, achei que também conseguiria burlar as regras, mas essa força que eu conheço como destino ou sorte me impede de fazer isso, vejo pessoas corrompidas, trapaceiras e menos capacitadas que eu seguindo em frente, e o fazem por serem mais espertas, por não pensar duas vezes antes de fazer algo que vai contra suas próprias condutas, se é que elas tem alguma, mas como disse antes - Eu não estou com raiva deles.- Eles estão agindo segundo sua natureza, se adaptarão ao mundo cotidiano corrupto e desvirtuado, onde se puxa tapetes, onde se amarra os cadaços do oponente antes da corrida, onde se cria pequenas confusões que crescem como avalanche e destroem vidas, e no final do dia qual sua culpa por isso? Nenhuma. Eu tentei lutar com as mesmas armas, mas isso não é para mim,como disse antes sempre há algo que me impede. E aqui estou eu... No fundo do poço novamente, sem ter onde me agarrar ou onde pisar para subir, e aqui não há consolo que seja o suficiênte e nem estou procurando tal coisa, mas se há uma gota de esperança em minha mente é saber que eu já estive aqui antes, eu já conheço este lugar morbido, já senti essa mesma terra fria e escura daqui de baixo, eu já cai e conheço essa dor, conheço também a falsidade dos que me dão o famoso tapinha nas costas e dizem "que pena, não foi dessa vez." Mas eu vou me erguer novamente, vou transformar de novo esse odio em força e essa tristeza em inspiração, e assim aos poucos as pedras que apararam minha queda se tornaram minha base para sair desse inferno pessoal.

 Henrique domini